Neste livro, cada poema traduz, em densidade serena, a sensibilidade amadurecida e precisão na consciência de que guarda a palavra, sem urgências ou artifícios, um lugar e uma via. No seu trabalho, a poesia é ponte — entre o passado e o presente, entre o íntimo e o coletivo, entre o mistério e o tangível.
Para fugir, testei canoas
barcos nos arcos da noite
no açoite das chuvas
com as luvas reticentes
de quem enxerga horizontes.
Anfíbias (ouvi dizer)
embarcações e lagartos
nos partos continentais
nos mares costeiros
nos portos fartos
entre terra e mar.
ISABEL MARIA SAMPAIO OLIVEIRA LIMA, nascida em Itabuna, Bahia, começou a fazer poemas na infância. Divulgou seus versos vagarosamente e ainda mantém farto material inédito. Formou-se em Enfermagem (UFJF) e em Direito (UCSal). Trabalhou em saúde e na área jurídica, foi professora da UFBA, da UCSal, da UFSB e consultora do UNICEF e do Ministério da Justiça em Timor-Leste. Aposentou-se como juíza (Tribunal de Justiça-BA). Dedica-se às práticas circulares e à Justiça Restaurativa com o Moinho de Paz.
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