Museu da noite

Na noite do incêndio que destruiu o Museu Nacional, o escritor Fernando Monteiro, impactado com esta catástrofe, iniciou a escrita do poema “Museu da noite”.

Como explica o próprio poeta: “Este poema em cinco partes começou a ser escrito sob o choque da noite carioca da desGraça de dois de setembro de dois mil e dezoito. Estive insone a madrugada inteira, e parti para compor a música triste dos dedos de uma mão fechada no peito na madrugada e em alguns poucos dias mais – suspensos, irreais e cheios da perplexidade de quem perdeu muito além de um magnífico Museu, numa noite de chamas filmadas por todos os ângulos da treva.”

“Na treva do mundo”, completa Alberto Lins Caldas, que assina o prefácio, “do Brasil que se dissolve sob o peso da sombra fascista, a luz que só pode vir da poesia, da violência extrema da palavra que permanece quando atinge a essência da existência, toma em Fernando Monteiro, não apenas nesse poema em cinco partes, ‘Museu da Noite’, mas em toda a sua obra, um fulgor além das muralhas de brutal estupidez dos que calam as palavras e pensamentos, sempre sem saber. Ele nasce das labaredas, nitidamente do fogo vindo da treva, aquele que apenas os fascistas sabem tão bem acender, mas que também os poetas sabem tão bem tornar a destruição, lixeiras ridículas da ‘barbárie’, monumentos da ‘cultura.’”

LANÇAMENTO EM BREVE

  

 

 

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Informações adicionais

  • Autor: Fernando Monteiro
  • Preço: 37
  • Categoria: Poesia
  • Coleção: Os Contemporâneos
  • ISBN: 9788555320705
  • Nº de páginas: 80