A luz está para a memória assim como o esquecimento está para a memória. São inseparáveis. Na escuridão, afundamos nos sonos mais profundos, num mar obscuro, e nela surgem os sonhos mais radiantes, mais reveladores do mundo à luz do dia. Do esquecimento total, pode surgir um lampejo, uma revelação. E então se faz a memória. Alimentam-se um do outro. Tomou essas notas para ver se as aproveitava, mas adiante. Sempre adiante.
LUIZ ARRAES nasceu no Recife. É médico, professor e pesquisador. Tem contos em antologias e revistas literárias e publicou diversos livros, entre os quais Palavra por palavra, O rastejador, O desaparecido, O que faz um homem rir?, O remetente, Anotações para um livro de baixo-ajuda, Tentando entender Monterroso, O silêncio é de prata e a palavra é de ouro, Tempo – o de dentro e o de fora, Todo diálogo é possível – conversas com meu pai, Miguel Arraes, A noite sem sol, Dicionário de silêncios e, pela Confraria do Vento, A volta do bumerangue, O senhor do barco: memória contínua e A minúscula morada do espírito humano.
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