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jul-ago 2006


 

Um milhão de amigos


O nosso Brás Cubas, o herói de além-túmulo machadiano, cita Stendhal, que escrevera um de seus livros esperando ser lido por cem leitores. As memórias póstumas, para Cubas, se tocasse os cinco leitores já estaria de bom tamanho. A Confraria comemora neste número a faixa de 1 milhão de acessos. Num tempo de bilhões de cópias vendidas, isso pode parecer pouco, mas ainda é um marco para qualquer revista eletrônica de arte e literatura, sem atrativos mirabolantes, exceto a palavra e a imagem incomum.

Ter muito leitores, entretanto, não é testemunho de qualidade. Páginas de auto-ajuda, romances-arapucas, códigos-bombas, programas de tv melo-ridículo-apelativo-viscoso-dramáticos, pseudo-profundos-e-rasteiros, alcançam muito mais. Sabemos que o nosso leitor é especial. Tem uma característica estranha nesse mundo ciber: ele pensa do fundo para a superfície.

As correspondências e contribuições nos chegam de todo o mundo, apesar de sermos uma publicação em português, a língua mais periférica do eixo euro-afro-americano. Nossos textos estão sendo citados em congressos e bibliografias de diversas publicações de papel e virtuais. No meio acadêmico já somos considerados um veículo de idéias de importância ascendente, como se diria nos corredores, um veículo de peso.

Sejam bem-vindos à contramão. Não à contramão da história ou do intelecto. Nosso viés é contramanufaturar a mesmice rodeante. Acreditem: não queremos seduzir o leitor-visitante. A contramão é: o leitor-visitante nos seduza. E seremos seduzidos apenas por dois cantos de sereia: o pensamento-tridente e a ação-dialética. O mais sejam páginas abertas, ou folheadas, para minorar as agruras do mundo-cão.

Os editores

 


 

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